FILMES DA II GUERRA

sábado, 30 de abril de 2011

CASAMENTO REAL

Por Jorge Quadros.

O casamento do príncipe William com Kate Middleton, em 29.04.2011, foi um dos eventos mais bonitos produzidos nos últimos anos, valorizado pela chegada, no nosso País, das televisões de alta definição, com telas widescreen (lembro que o casamento do príncipe Charles foi visto por mim em Ubatuba, no final das férias de julho de 1981, numa televisão, com imagens em preto e branco, e cheias de "fantasmas").

Nada como um contraponto de cores, música clássica, vestido de noiva, carruagens, Big Ben ao fundo, tudo para deixar de lado (pelo menos por enquanto) os tornados no Alabama, o serial killer de Realengo, as usinas nucleares japonesas, as chuvas em Teresópolis etc — o que alguns consideram ser a única realidade da vida.

O casamento do príncipe Willian com Kate Middleton é simbólico, porque a instituição do casamento ainda é simbólica para várias civilizações, na medida em que o tem como rito necessário para a continuação da vida e preservação da espécie.

O casamento de um provável monarca britânico é simbólico, porque a figura do rei, nas monarquias, simboliza a unidade entre governo e povo, a paz perpétua, o prevalecimento da justiça sobre a opressão, e o ideal de prosperidade para todos.

Assim, se a família real, eventualmente, vem a passar por problemas sérios de relacionamento entre seus membros e se essas querelas são expostas e levadas a conhecimento do público, naturalmente a simbologia em torno da monarquia e os valores que carrega consigo, como fidelidade, honra, lealdade e fé, indiretamente serão afetados.

O casamento de William com Kate Middleton, porém, parece significar o restabelecimento da crença do povo britânico em valores positivos (construtivos) e, além disso, a reconciliação entre os que, no passado, se dividiram entre a mãe do príncipe e a família real, durante uma longa e desgastante dissolução conjugal, cujas mazelas foram, direta e desnecessariamente, expostas ao público.

Meus votos de felicidade aos recém-casados e meus parabéns ao príncipe William, por desposar jovem repleta de beleza, simpatia e inteligência.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

EU TE AMO SÃO PAULO!

Por Jorge Quadros.

Hoje me perguntaram o que eu achava de Curitiba. Disse, com toda sinceridade, que eu a achava uma cidade maravilhosa para se morar. Então, me perguntaram por que eu não me mudaria para lá. Respondi que eu não me mudaria para lá, porque São Paulo era minha terra, o lugar em que eu havia nascido, onde vivo e onde moravam meus familiares e amigos. Disse que, mesmo sabendo que São Paulo estaria longe de ser o melhor lugar do mundo para se morar, pelo menos eu estava fazendo a minha parte na construção de uma cidade melhor para o futuro. E acrescentei que eu não estava sozinho nesta empreitada, pois milhares, senão milhões de pessoas, faziam o mesmo, simplesmente exercendo suas atividades com justiça, honestidade e respeito ao próximo. Contei ao meu interlocutor que, desse modo laborando, não fazíamos outra coisa senão o que José de Anchieta fez ao construir o Colégio de São Paulo, com amor, dedicação e idealismo, para catequizar e melhorar a qualidade de vida dos índios locais. Afirmei que se São Paulo, hoje, está longe de ser uma cidade boa de se viver, então continuaríamos todos nós — paulistanos e os que adotaram a cidade para nela viver — continuaríamos todos nós desempenhando nosso ofício da maneira mais digna possível, porque, assim agindo, estaríamos construindo o amanhã em que envelheceríamos e o amanhã em que nossos filhos viveriam. Deixei claro que tudo dependeria somente de nós mesmos. E ao meu interlocutor, enfim, respondi que não me mudaria desta terra tão controvertida, porque, no fundo,
Eu te amo São Paulo!