A lua cheia nos espia e convida
A acompanhar seu passeio pelo céu noturno,
Ora se escondendo atrás de densas nuvens
Ora se revelando deslumbrante
rainha da noite majestosa e nua.
Nesse jogo de esconde-esconde
Difícil é manter-se indiferente
O claro escuro ofusca, tonteia,
Brinca com os sentidos
Nos fazendo reféns de um espetáculo único.
Cada um reage a seu próprio modo
Do estupor a pensamentos melancólicos e profundos
Em mim bate uma sensação que é espanto e melancolia
ante o que é eterno, grandioso e intangível
Cecília Quadros
(São Paulo, 29.05.2021)

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