Vivo um tempo de luto
O país passa de abençoado a desprotegido, triste.
Injusto, parece ignorar seus doentes
seus mortos, seus desvalidos.
Sem saber dos homens,
da pandemia,
Os pássaros cantam
As flores se abrem
O verde se espalha
E a cidade tenta se manter viva
Suas ruas são um convite
para uma pausa,
um pouco de distração.
O frio chega e a chuva não cai
É um tempo esquisito
De secura e peso no ar
Cecília Quadros
(São Paulo, 11.07.2021)

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