da minha testa escorre sangue
escorre sangue da minha testa
e não percebo
na rua ando escorrendo sangue
pingando, pingando
formando poças
e rios de sangue
e ninguém percebe
que escorre sangue da minha testa
assim sorrio e rio e dou risada
e mil gargalhadas
e abrindo os lábios e contraindo a face
e fingindo uma imensa alegria
ando satisfeito e sorridente com o mundo.
Jorge Quadros
(2º semestre de 1988)
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