Isolado no meu canto, e o pranto existe,
Amargurado na derrota, Meu Deus, quero morrer!
Aí, que mágoas, que angústia que eu sinto
Quando a lembrança vem, e eu não minto.
Crucificado, desamparado por Deus,
Abandonado, ensanguentado, e cheio de terror,
É nas trevas que eu deixo a vida,
Será a dor não mais sentida.
Meu Deus, quero morrer.
Quero tudo, menos continuar a ser,
Pois tenho razões para da vida me abster.
Os tambores rufam e eu me calo à morte,
É, finalmente, a tão esperada sorte.
Carrasco! que logo minha cabeça corte.
Jorge Quadros
(São Paulo, 15.09.1985)
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