Às vezes, quando alto demais está o mar
Muitas ondas se quebram em algum rochedo.
Todo ser arrebenta-se em falso penedo
No instante em que descobre o quão duro é amar.
Assim, flutua-se em infausto oceano
O ser inconformado com o seu destino,
À espera de um inevetável desatino
Que sempre aparece com o passar dos anos.
Refiro-me, acima, à história de Maria,
Menina Maria, como era conhecida,
Que gostava de pular corda e muito ria.
Mas, quando, de um abismo, alguém a viu caída,
Foi porque um dia no amor se sentiu traída
E decidiu-se por findar com a sua vida.
Jorge Quadros
(São Paulo, 01.08.1987)
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