FILMES DA II GUERRA

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MORTE DE BIN LADEN

Por Jorge Quadros.

Derrubado o muro de Berlim e dissolvida a União Soviética, o limiar do século XXI prometia paz entre os povos numa cultura de globalização, internet, telefones celulares, imagens de alta definição e outras tantas maravilhas tecnológicas.

Até que o sonho virou pesadelo em 11 de setembro de 2001, quando aviões civis, sequestrados e pilotados por terroristas islâmicos, derrubaram as torres gêmeas em Nova York, atingiram o Pentágono em Washinghton, e, ao que tudo indica, tentaram destruir o Congresso dos Estados Unidos.

Naquele mesmo dia, ouviu-se o nome do responsável  — Osama bin Laden, chefe da rede de terrorismo Al-Qaeda (A Base), procurado havia muito tempo pelo governo americano.
Bin Laden matou cerca de 3.000 pessoas no World Trade Center, onde estavam dezenas de estrangeiros, entre os quais três brasileiros.

Foi o maior e mais chocante atentado terrorista da história.

UM DIA TRISTE PARA A HUMANIDADE

Depois disso, Bin Laden ainda foi responsável por outros atentados em Madrid, Londres, Bali e em várias cidades do mundo islâmico.

O terrorista fora filho de milionário saudita, mas em vez de viver bem, escolheu o caminho da guerra e do terrorismo, iniciando suas atividades no Afeganistão contra os russos.

Ontem, quase dez anos depois do 11 de Setembro, enfim foi morto por uma unidade especial da marinha norte-americana, numa cidade de 90.000 habitantes perto da capital do Paquistão.

Segundo relatos de autoridades militares, depois de usar a própria mulher como escudo, levou um tiro no peito e outro na cabeça.

Agora, o homem mais procurado do mundo está morto.

Há quem questione sua morte, dizendo que não há fotos, nem depoimentos dos soldados que participaram da ação.

Mas o presidente dos EUA, Barak Obama, jamais teria ido para a televisão noticiar a morte do terrorista se não tivesse certeza absoluta do acontecido.

Se não autoriza a exibição de fotografias é porque está estudando o impacto que elas poderiam acarretar no mundo islâmico, onde o terrorista é tido, por muitos, como herói muçulmano que grande mal afligiu ao Ocidente. Decerto, milhares de pessoas poderiam querer vingar a morte do líder "espiritual", cometendo atentados contra ocidentais em qualquer canto do mundo.

Também a questão do corpo dispensa maiores explicações, porque seria extremamente complicado enterrá-lo em local fixo, que, depois, seria procurado tanto por pessoas com a intenção de vilipendiar o cadáver, quanto por pessoas com o fim de prestar-lhe reverências.

Agiu bem o governo americano ao jogá-lo para o oceano.

A morte de Bin Laden foi planejada e legítima, pois tratava-se de terrorista-combatente, em guerra contra o Ocidente e, principalmente, contra os Estados Unidos da América.

Matar em guerra, vale lembrar, não constitui para o soldado homicídio, mas estrito cumprimento de um dever legal, nos termos do direito penal. Portanto, não há como dizer que o terrorista foi assassinado.

A opção foi correta, pois levar fundamentalista a julgamento em território americano teria sido extremamente arriscado, não só pela segurança das autoridades que se envolveriam na empreitada, mas pelo próprio risco do processo. Afinal de contas, num processo penal, por mais evidências que possam existir contra um réu, sempre existe a possibilidade de absolvição, ainda que remota. Sem contar o alto custo financeiro.

Também, há de se considerar que a execução pós-julgamento, em solo americano, poderia ter transformado o terrorista em mártir para aqueles que o tinham como um herói.

Tudo isso foi muito bem pensado pelo governo americano, que levou o povo à desforra, sem precisar se despir dos valores humanísticos que orientam nossa civilização.

Bin Laden teve o fim que merecia.

PREGADOR DO MAL

Um comentário:

  1. Sabe que penso em uma possibilidade de dizerem que o cara foi morto e jogado ao mar, mas terem capturado ele e levado para tortura e pra aplicar umas injeções nele pra ver se ele fala algo? Pra ver se ele conta onde estão os cabeças de células, se estão tramando algum ataque, etc...
    Eu tentaria capturar ele vivo só pra isso. Não falaria pra ninguém e tentaria ver se algum remédinho da verdade faria ele contar coisas úteis pra segurança do mundo. Depois... matava. Jogava no mar.

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